INFERNO: SUA REALIDADE (8)

EVANGELHO – Jo 7, 1-2.10.25-30

Naquele tempo: Jesus andava percorrendo a Galileia. Evitava andar pela Judeia, porque os judeus procuravam matá-lo. Entretanto, aproximava-se a festa judaica das Tendas. Quando seus irmãos já tinham subido, então também ele subiu para a festa, não publicamente mas sim, como que às escondidas. Alguns habitantes de Jerusalém disseram então: “Não é este a quem procuram matar? Eis que fala em público e nada lhe dizem. Será que, na verdade, as autoridades reconheceram que ele é o Messias? Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde ele é”. Em alta voz, Jesus ensinava no Templo, dizendo: “Vós me conheceis e sabeis de onde sou; eu não vim por mim mesmo, mas o que me enviou é fidedigno. A esse, não o conheceis, mas eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou”. Então, queriam prendê-lo, mas ninguém pôs a mão nele, porque ainda não tinha chegado a sua hora.
– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor

Olhar para Jesus:
os Evangelhos que a Igreja está sugerindo nestes últimos dias da Quaresma são dos últimos dias da sua vida. Jesus vai para Jerusalém para passar a festa das Tendas ou dos Tabernáculos. Foi às escondidas, pois já era grande o desejo por parte dos fariseus de prendê-lo e condená-lo. No entanto, Jesus vai ao Templo e fala abertamente. Mais uma vez dá testemunho do Pai e de que o conhece e que foi Ele quem o enviou.

Dando continuidade à nossa série sobre o Inferno, uma série não muito agradável, mas muito importante num mundo que não quer pensar no que vem depois da morte: o Juízo particular, onde Deus vai julgar a nossa vida e, de acordo com este julgamento, o Céu ou o Purgatório (onde será um tempo de purificação antes de ir para o Céu) ou o Inferno.

Estamos meditando no Inferno, não para ficarmos apavorados, mas para termos consciência da sua realidade e percorrermos um caminho oposto ao dele, amando e servindo a Deus. Foi o que fez Nossa Senhora em Fátima mostrando o Inferno para os pastorzinhos. Por que ela fez isto? Para mostrar não só a eles, mas a todos nós que ele existe. E sua gravidade é tal que não poupou aquelas criancinhas, mostrando que todos nós, mesmo os mais jovens, temos que ter consciência dele e lutar contra o pecado.

Não precisamos ficar apavorados, pois como disse o vidente mais jovem de Medjugorje depois de ver o Inferno, o Purgatório e o Céu, Jakov, que é muito fácil salvar-se: basta abrir o coração para Deus. Abrir o coração para Deus significa deixar a sua luz iluminar a nossa alma e pedir perdão sinceramente de todos os nossos pecados. Neste sentido, precisamos rezar em primeiro lugar para aqueles que vivem como se Deus não existisse e são muitos os jovens e adultos que vivem nesta condição. Em segundo lugar, aqueles que acreditam em Deus, mas estão afastados da Igreja, e estão pecando contra um ou mais mandamentos. Em terceiro lugar, para muitos que praticam a fé, mas caem frequentemente em pecado mortal e não buscam a confissão ou não se decidem a arrancar este pecado. Estes últimos podem se arrepender na hora da morte, mas se costumam ter uma atitude negligente, correm o risco de não terem este arrependimento. Os outros também podem se arrepender dos seus pecados na hora da morte na luz que Deus dá nesta hora, mas é muito difícil por estarem presos ao pecado.

Vamos continuar o relato da Matilde Arias onde ela descreve a partir de agora o castigo de acordo com os pecados que as pessoas cometeram. O primeiro pecado que ela menciona é o aborto. De fato, o aborto talvez seja o pior pecado que existe. Logicamente há fatores atenuantes deste pecado. Nossa Senhora, nas revelações ao Padre Gobbi, toda vez que menciona o aborto, ela diz que este pecado clama pela vingança divina. É o único pecado que ela faz este comentário. No relato da Matilde, Jesus diz a ela:

* * *

Agora vou mostrar a você outro lugar que está esperando por esta geração perversa e malvada. Vou mostrar quem sofre mais e quem está no caminho do inferno”.

PUNIÇÃO DAS MÃES QUE FIZERAM ABORTOS

Então vi três fornalhas maiores que a primeira e Satanás gritava: “Que se faça a justiça! Tenho trabalhado muito para dar-lhes boas-vindas ao meu reino. Para isso eu inventei novos castigos e tormentos. Que venham para cá todos aqueles que poderiam se salvar, mas não quiseram, que venham a mim todos os que me serviram na terra”.

Então vi mulheres sendo arrastadas com correntes, levando cargas às costas como mulas, enquanto eram golpeadas e atormentadas atrozmente. Seus ventres estavam abertos. Os demônios lhes batiam como com cordas de ferro e as despedaçavam, as insultavam e mostravam seus filhos que elas haviam assassinado e estavam presos nos seus seios. Elas deviam escutar os gritos de seus filhos – “mãe, por que você me matou”? – e quando eles gritavam, os seios destas mães se desprendiam do corpo e começavam a jorrar sangue e também seus ouvidos jorravam sangue. Era uma coisa horrível. Perguntei ao Senhor:

Senhor Jesus, quem são essas mulheres e por que elas sofrem tanto? Ele respondeu: “São todas aquelas que matam seus filhos praticando o aborto, e sofrem porque transformaram os seus ventres em sepulcros, quando o ventre foi criado para dar vida. O pecado do aborto é muito difícil de ser perdoado pelo meu Pai. Não basta apenas confessar o crime, é preciso um verdadeiro arrependimento. Elas precisam fazer muita oração e penitência pedindo misericórdia a Deus Pai, e também perdão ao filho que elas assassinaram. Seus gritos e prantos estão sempre diante do trono de Deus, e seu sangue clama até os céus”.

E ele disse: “Reze, reze por elas, porque algumas estão vivas e podem arrepender-se”.

Vi ao seu lado, outras mulheres e também homens, que sofriam tormentos iguais. Eu perguntei por que passavam pelo mesmo sofrimento e Jesus me disse que estes eram os cúmplices dos abortos, os que lutam por esta causa e os que fizeram a cirurgia do aborto, pois para aqui também vêm os médicos, as parteiras e enfermeiras. Também vêm aqui as pessoas que sabem de alguém que vai abortar e não fazem nada para impedi-lo. São coniventes.

Lição: por este relato vemos a gravidade do aborto sendo que, como já mencionei em outra homilia, são realizados no mundo cerca de 150 mil abortos por dia. Vamos rezar para que as pessoas se deem conta do que é o aborto e parem de praticá-lo, de ofender a Deus. Para verem a sua gravidade, sugiro o testemunho de uma enfermeira espanhola que ajudou na realização de centenas de aborto. Segue no final do texto da homilia no meu site homilias.fecomvirtudes.com.br

https://www.youtube.com/watch?v=x31Ccsdgvi0&t=3s

INFERNO: SUA REALIDADE (8)

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