INFERNO: SUA REALIDADE (3)

EVANGELHO – Mc 12, 28b-34

Naquele tempo: Um mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força!
O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”. O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.
– Palavra da Salvação
– Glória a vós, Senhor

Olhar para Jesus:
esta resposta de Jesus sobre o Primeiro Mandamento sempre nos toca: devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa alma, com toda a nossa força e com todo o nosso entendimento. Hoje é um bom dia para ver se temos amado a Deus desta forma. Não com uma parte do coração, mas com todo o nosso coração. Com a maior força que temos para cumprir os seus mandamentos. Com toda a nossa alma, isto é, lutando para que nossa alma se pareça com a de Cristo e com todo o nosso entendimento, pondo todo o nosso entendimento para entender as verdades de fé, os mandamentos, a Bíblia etc.

Continuando a nossa série sobre o Inferno, ficamos hoje de começar o relato da revelação da Matilde Oliva Arias. Este relato foi obtido no site https://www.casitadenazareth.com/. Vamos então começar.

* * *

A vidente faleceu no dia 27 de julho de 2015

Matilde Oliva Arias era uma humilde camponesa do município de Garagoa, departamento de Boyacá, na Colômbia. Era o ano de 1987. Ela nunca perdia a missa dominical. Numa segunda-feira, quando ela estava a caminho da cidade, rezando o terço, em uma ponte perto do seu sítio, um homem muito bonito aproximou-se dela identificando-se como Jesus de Nazaré e disse-lhe que estava andando por todo o mundo, chamando-nos à conversão.

“Ele brilhava mais do que um sol de verão”, dizia Matilde. Então ele me chamou pelo meu nome três vezes e disse:

“Matilde, minha Mãe e eu estamos andando pelo mundo inteiro atrás das minhas ovelhas. Muitas estão perdidas e eu venho em breve para julgar este mundo. Eu venho para te dar uma mensagem para que você fale onde quer que vá, e que os homens acreditem sem ver. Alguns vão zombar, mas outros vão reconhecer minha voz, entender minha mensagem e me seguir”.

O Senhor Jesus me disse para me preparar para conhecer o Inferno e eu respondi: “Ó Senhor, tenho medo”! Ele me disse para me preparar durante seis meses jejuando, rezando, de modo especial o terço, e comungando diariamente.

TESTEMUNHO

Um dia depois de me preparar, Jesus me disse: “Matilde, venha; Ajoelhei-me diante dEle, e Ele impôs as mãos sobre minha cabeça e então me disse: “Beije meus pés, pois todos os meus inimigos estão subjugados sob meus pés”. Eu os beijei e Ele os separou um do outro.

“Eu não sabia o que havia acontecido, mas vi que um enorme buraco se abriu sob os pés do Senhor. Não sei se viajamos por meio dEle, mas logo me vi no Inferno. Ouvi gritos, lamentos, havia desespero. Aquele lugar era horrível. Eu estava com medo, senti-me morrendo de terror e disse: “Ai de mim, Senhor, onde estou!!? O Senhor me disse: «Não temas nada, nada te acontecerá, eu estou contigo, observa bem».

Então eu vi um forno como a boca de um vulcão. Enormes chamas estavam saindo dele. Era como uma panela onde a cana é cozida para fazer o melaço. Como um lago de enxofre fervendo com jorros, havia muitas pessoas lá que gritavam e pediam ajuda sem serem ouvidas. Alguns insultavam, outros estavam vestidos luxuosamente, outros estavam sem roupas. Acho que eles estavam com as roupas que os enterraram. Um homem muito rico, com capas e anéis nos dedos e correntes no pescoço, estendia a mão e dizia: salve-me por isso! E era uma réstia de cebola. Mas as chamas começaram a consumir a réstia até queimarem seus dedos. Acho que foi algo que ele deu, mas sem amor, ou a única coisa que ele deu em sua vida.

O tormento era cruel, não havia paz, perguntei ao Senhor: “isso é o ranger de dentes”? E ele respondeu: “Não, ainda não. É apenas parte do sofrimento dos condenados”.

Ao redor do forno havia demônios de pernas cruzadas, todos eles tinham um longo tridente. Sua aparência era horrível, seus olhos vermelhos, boca maligna, sorriso malévolo de uma cor quase preta e cinza. Eles fumavam e fumavam algo que os tornava mais rebeldes. E bebiam um líquido avermelhado que os enchiam de orgulho.

De repente, todos se levantaram em uma posição firme. Os condenados queriam desaparecer. Eles estavam sendo queimados no lago de fogo, era uma multidão incontável. O Inferno tremeu, tudo tremeu. Através de uma porta, entrou um demônio com cerca de dois metros de altura, mais horrível do que os outros demônios. Tinha chifres, garras, cauda e asas como morcegos. Os outros não tinham nada disso. Ele gritou e bateu os pés e tudo tremeu de novo. Perguntei quem ele era e o Senhor me disse: “É Satanás, Lúcifer, rei do Inferno”. Até os outros demônios tinham medo dele. Por ordem dada por ele, todos correram diante dele com o tridente nas mãos, enfileirados como um batalhão de soldados. Ele disse aos demônios algo que eu não consegui ouvir porque estava com muito medo. E não perguntei ao Senhor. Se o Senhor não tivesse me sustentado naquele momento, eu teria morrido de terror.

O Senhor me disse: “Aqui não há paz por um segundo, aqui não há amor, é o reino do ódio. Aqui vêm todos aqueles que, livre e voluntariamente, me desprezaram quando estavam vivos, preferindo o mal ao invés do bem. Agora dê uma boa olhada porque para alguns começa o ranger de dentes, o sofrimento e morte eterna, o verme que não morre e o fogo que não se apaga. Porque quem não está comigo, está morto. Esta é a verdadeira morte. Não aquela que vocês chamam de morte”.

Após a ordem de Satanás, os demônios correram para o forno e tiravam os condenados espetados pelo tridente. Eles se moviam como cobras sem serem capazes de se soltar. Eles gritavam, contorciam-se. Saia sangue por todo lado. Alguns foram perfurados nas costas, outros nas pernas, outros na cabeça. Eles agarravam os tridentes querendo sair. Perguntei ao Senhor: por que essas almas têm sangue? E Jesus me disse: “Eles vêm para o Inferno de corpo e alma como vão para o céu de corpo e alma. Estamos no primeiro Inferno e eles já foram julgados. Aqui estão todos os condenados desde a criação do mundo até o dilúvio. Então os demônios colocaram os condenados em cima de uma chapa, como de zinco galvanizado, e dois ou três demônios os espetavam e despedaçavam.  Então, como se fosse um cortador de unhas, um pouco mais, eles colocavam pedaços de carne sobre eles e pouco a pouco arrancavam as unhas, os dedos e os cabelos. Os gritos eram desesperados, eram gritos que terminavam em lamentos…

Para evitar que gritassem, eles pegavam um tipo de arma não vista na terra por mim. Eles colocavam na boca dos condenados. Aquela arma abria-se como duas mãos e, quando fechavam, agarravam suas línguas e eles as arrancaram, torcendo-as ou jogando-as fora. Depois, com uma faca bem afiada, começavam a retalhar as suas carnes como faz um açougueiro. Os condenados não podiam gritar e seus olhos como que saltavam fora da cabeça. As suas mandíbulas batiam umas contra as outras, fazendo um estalar de dentes horrível. Depois de arrancar toda a carne, ficavam apenas os ossos e um corpo reduzido a nada. Por último partiam a cabeça até não restar mais nada. Havia então só sangue, carne, restos, ossos, tudo horrível. De todo estes restos ainda saiam vermes.

Então eu disse ao Senhor: coitados!! Eu pensei que eles não iriam morrer. Finalmente eles morreram, embora os pedaços de carne continuassem a se mover. Ele me disse: “Aqui não há morte, olhe de perto”. Os demônios pegaram um lençol e jogaram os pedaços das pessoas em um buraco onde havia chamas e ferro afiado, uma espécie de moinho para transformar tudo em pó. Por baixo deste buraco estava o lago de fogo. Quando caiam no lago, as pessoas voltavam a ter o corpo e a ter a vida. Todo aquele que se deixasse fisgar pelo tridente, voltava a passar por tudo aquilo novamente.

Então perguntei ao Senhor: Qual é o problema, por que eles têm que viver novamente? Ele me disse: “A morte não existe mais como os homens a chamam. Aqui sofrem a morte eterna, que é a separação de Deus. E para chegar a estes tormentos eternos, foi por livre escolha. Eles desejaram isso! Eu já nada posso fazer nada por eles porque quando podiam escolher, me desprezaram. E, por isso, chegaram a este lugar que não foi criado para os homens e sim para os demônios. Para os homens foi criado o Céu! Este lugar foi criado para Satanás e seus anjos.”

Percebi que quanto maior o pecado, maior é o sofrimento. Cada um paga de acordo com suas dívidas. E cada um tem punições diferentes, mas todos sofrem terrivelmente. Percebi que o órgão com o qual eles mais pecaram é o que mais sofre tormentos.

Ao mergulharem no lago de fogo, eles apareceram em um lugar de areias incandescentes. O calor era sufocante, não podiam respirar e gritavam: tenho sede! Quando alguém gritava por sede, um demônio lhe abria boca rasgando-a até os ouvidos. Outro demônio pegava a areia escaldante para que a bebesse. Era tal o desespero destes condenados que eles corriam para a penumbra e se chocavam uns contra os outros e se batiam e brigavam como cães selvagens. Ao chegarem numa rocha com portas, cada um escolhia a porta que queria abrir. Mas ao abri-la, deparavam-se com os animais peçonhentos que mais temiam em vida. Disse-me o Senhor que eram castigos psicológicos, mas não perguntei o significado. Ó pobres condenados! Que sofrimento sem fim!

Quando conseguiam sair dali, viam estes animais correndo por seu corpo, e lhes saiam pela boca e por todos os lugares. O único lugar para onde poderiam escapar era um desfiladeiro cheio de pedras cortantes e afiadas. Eles caiam no caminho e cortavam-se todo. Uns caiam de frente, outros de costas, e no final do desfiladeiro havia um lugar plano. Se não conseguissem parar rapidamente, uma pedra redonda os esmagava como se fossem uma barata. Quando conseguiam se levantar, caíam num buraco que dava para o lago de fogo do início, e tudo voltava a repetir-se.

O Senhor me disse: “Você percebeu que não há descanso aqui por um segundo?

Lição: vocês conseguem imaginar o que é viver neste lugar para sempre, para sempre, para sempre? E quem são os que se condenam? Como disse, são os que pecam contra um ou mais mandamentos de Deus e morrem sem se arrepender de seus pecados. Nosso Senhor insistiu muito na sua vida pública que quem o ama, cumpre os seus mandamentos. Procuremos ajudar as pessoas a conhecerem esta realidade e a mudarem de vida o quanto antes.

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